TCFA/Funbio

 

Projeto Agrofloresta Gerando Desenvolvimento Comunitário e Conservação da Mata Atlântica

 

O Projeto é desenvolvido pela Cooperafloresta na Região do Vale do Ribeira, envolvendo os municípios de Barra do Turvo (SP), Adrianópolis e Bocaiúva do Sul (PR). Objetiva apoiar as 112 famílias na consolidação e aprimoramento da prática agroflorestal, na implantação do processamento e o no aumento e diversificação da comercialização coletiva, através da capacitação, assistência técnica e fomento para a qualificação das agroflorestas, promovendo a ampliação da renda e a recuperação e conservação da Mata Atlântica. Além disso, as atividades em execução tem promovido o fortalecimento da Cooperafloresta, aprimorando sua gestão participativa e a sua atuação na discussão, controle e acesso às Políticas Públicas que contribuem para a melhoria das condições de vida das comunidades quilombolas e para a recuperação e conservação da Mata Atlântica. Este projeto está sendo executado de maneira integrada aos demais projetos em andamento ou já implantados na Cooperafloresta, consolidando e ampliando este trabalho, particularmente no âmbito da assistência técnica, elemento que tem sido fundamental para o êxito da experiência e resultados da Cooperafloresta.

 

Parcerias

Para execução deste projeto há uma parceria mais direta entre a Cooperafloresta e as Associações dos Remanescentes de Quilombos do Cedro, Areia Branca, Estreitinho e Três Canais, em função de uma relação histórica e de maior proximidade. As outras 5 Associações Quilombolas também são envolvidas no projeto, através de alguns de seus membros que fazem parte da Cooperafloresta e que participarão diretamente das suas atividades. Também integram este esforço, o Parque Estadual do Rio Turvo, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)/Floresta Nacional do Açungui e a Reserva do Desenvolvimento Sustentável do Pinheirinho RDS Pinheirinho, que colaboram na assessoria técnica na área ambiental e na articulação de parcerias institucionais.

 

Ações e Metodologia

 

O projeto tem como ação principal a assessoria técnica às famílias quilombolas e agricultoras associadas à Cooperafloresta, e para tal, viabilizou a contratação de profissionais para atuarem na produção agroflorestal, agroindustrialização e comercialização, que atuam em conjunto com agentes multiplicadores e o restante da equipe técnica aportada como contrapartida. São realizadas atividades de capacitação junto às 112 famílias agricultoras e quilombolas, que também acessam insumos para qualificar sua produção e comercialização através de recursos portados pelo projeto e repassados através do microcrédito da Cooperafloresta.

O projeto é desenvolvido através de metodologias com enfoque participativo, que facilitam o intercâmbio de conhecimentos e experiências e tornam mais transparentes e democráticos os processos de planejamento, execução e avaliação.  São utilizados métodos que respeitam as dinâmicas e práticas das comunidades locais, privilegiando a participação dos agricultores e agricultoras, tanto na forma grupal como individual.

 

Sustentabilidade

Este projeto vem gerando processos, produtos e resultados que perdurarão além do período de execução deste projeto, uma vez que historicamente a Cooperafloresta e parceiras vêm construindo estratégias de sustentabilidade, que tem contribuído para a continuidade de suas ações. Dentre elas pode-se destacar: sistemas agroflorestais altamente produtivos e com baixa exigência de aportes externos; ação dos agentes multiplicadores; microcrédito; qualificação do auto consumo; certificação participativa; geração de renda através da comercialização coletiva, ética e solidária; ação permanente para captação de recursos; participação em redes e articulações para acesso às politicas públicas que viabilizem para um universo mais amplo a proposta agroflorestal.

 

 

TCFA/Funbio

Projeto Agroflorestando o Vale do Ribeira

 

O Projeto é fruto de uma articulação entre a Cooperafloresta e várias organizações governamentais e não governamentais que vêm edificando uma parceria consistente em torno das questões socioambientais, particularmente na construção da proposta agroflorestal no Vale do Ribeira e em assentamentos no Paraná e São Paulo. O projeto objetiva promover a recuperação e conservação dos recursos naturais da Mata Atlântica, através do aprimoramento e ampliação da prática agroflorestal junto às 300 famílias agriculturas, assentadas e comunidades quilombolas, gerando referenciais técnicos e metodológicos, socializando e multiplicando os conhecimentos e experiências construídos através de atividades da Escola Agroflorestal da Cooperafloresta.

 

Parcerias

 

O projeto conta com uma parceria mais direta entre a Cooperafloresta e as Associações dos Remanescentes de Quilombos do Cedro, Areia Branca, Estreitinho e Três Canais, em função de uma relação histórica e de maior proximidade. As outras 5 Associações Quilombolas também estão envolvidas no projeto, através de alguns de seus membros que fazem parte da Cooperafloresta e que participam diretamente das suas atividades. Também integram este esforço, o Parque Estadual do Rio Turvo e a Reserva do Desenvolvimento Sustentável do Pinheirinho RDS Pinheirinho, que colaboram na assessoria técnica na área ambiental e na articulação de parcerias institucionais. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)/Floresta Nacional do Açungui e a Embrapa Florestas integram o projeto nas atividades de pesquisa, dando continuidade à profícua parceria com a Cooperafloresta. Também conta com a importante aliança com o MST, através de suas Escolas de Agroecologias, Instituto Dom Hélder Câmara e diversas organizações dos assentamentos e acampamentos. Atuam também no projeto diversas organizações locais, como a Motirõ, Emater/Antonina, UFPR Litoral PR, entre outras.

 

Ações e Metodologia

 

Estão sendo implementadas ações dentro de quatro eixos: Produção agroflorestal; Capacitação e intercâmbio de conhecimento; Pesquisa; Gestão Participativa. São realizadas atividades de assistência técnica, capacitação e fomento à produção agroflorestal e pesquisa para o aprimoramento das agroflorestas e para conservação da Mata Atlântica.

Adota-se o enfoque participativo como matriz metodológica, envolvendo os diferentes atores sociais na sua execução e avaliação, objetivando que os beneficiários sejam os sujeitos do processo de melhoria da gestão dos recursos naturais e do incremento das agroflorestas, possibilitando as reais condições para a sua continuidade após o término do projeto.  A execução das ações conta com a experiência, o acúmulo e a estrutura das organizações parceiras que atuam de forma articulada e complementar. Busca-se a apropriação pelas famílias agricultoras de todos os processos e produtos oriundos desse projeto, promovendo a sua autonomia e autodeterminação. Desta forma, o projeto beneficia diretamente 300 famílias agricultoras, quilombolas e assentadas, atingindo aproximadamente 1000 ha em processo de reflorestamento com alta diversidade e densidade de espécies nativas, sendo 350 ha de agroflorestas manejadas de forma intensiva e outros 650 ha manejados de forma bem mais extensiva, predominando fortemente o processo de regeneração florestal natural. Em ambos os casos, recupera-se e conserva-se os recursos naturais, contribuindo significativamente para a recuperação e conservação da Mata Atlântica, ao mesmo tempo em que se viabiliza as populações tradicionais em áreas de grande importância ambiental, como o Vale do Ribeira e o Litoral Paranaense. Cabe ressaltar que esta abrangência vem se ampliando junto à base das organizações envolvidas e às redes e fóruns que as mesmas integram, em especial através da Escola Agroflorestal, espaço informal de formação e intercâmbio agroflorestal, coordenada pela Cooperafloresta, que envolve aproximadamente 800 pessoas/ano.

 

Sustentabilidade

 

Este projeto vem gerando processos, produtos e resultados que perdurarão além do período de execução deste projeto, uma vez que historicamente a Cooperafloresta e parceiras vêm construindo estratégias de sustentabilidade, que tem contribuído para a continuidade de suas ações. Dentre elas pode-se destacar: sistemas agroflorestais altamente produtivos e com baixa exigência de aportes externos; ação dos agentes multiplicadores; microcrédito; qualificação do auto consumo; certificação participativa; geração de renda através da comercialização coletiva, ética e solidária; ação permanente para captação de recursos; participação em redes e articulações para acesso às politicas públicas que viabilizem para um universo mais amplo a proposta agroflorestal.